Em junho, o Pacto Contra a Fome inicia uma série de reuniões com pré-candidatos à Presidência da República para discutir caminhos concretos de enfrentamento da fome e da insegurança alimentar no país. A intenção é contribuir para que o tema esteja no centro do debate eleitoral deste ano.
Ao longo dos encontros, será apresentado o documento executivo “Um convite para o Pacto Contra a Fome”, que sintetiza as propostas defendidas pela organização e reúne dados sobre insegurança alimentar e desperdício de alimentos no Brasil.
Essa dinâmica de diálogo não se limita à disputa presidencial. Durante o período eleitoral, o Pacto Contra a Fome também buscará encontros com outras instâncias e candidaturas em diferentes níveis, de todos os espectros políticos.
Um compromisso suprapartidário
O Pacto Contra a Fome é uma iniciativa suprapartidária. Isso significa que seu trabalho não se orienta por projetos de poder ou alinhamentos ideológicos, mas pela construção de convergência em torno de uma causa comum. Em vez de se afastar da política, o Pacto reconhece seu papel como instrumento de transformação e se dispõe a dialogar com todas as forças políticas que queiram encarar a fome de forma séria e estruturada.
A fome não é um tema restrito a um campo político específico, nem um problema que possa ser resolvido por um único governo, setor ou ciclo de gestão. Ela atravessa questões de renda, educação, logística, produção e acesso a alimentos, políticas sociais e desenvolvimento econômico. Enfrentá-la exige continuidade, articulação entre diferentes níveis de governo, engajamento do setor privado e participação ativa da sociedade civil.
Reafirmar essa postura suprapartidária é essencial: quando o tema é a fome, o foco precisa estar na solução, não na divisão.