Programas e projetos

O desenvolvimento de projetos é o nosso principal mecanismo de atuação. Por isso, desde a nossa fundação, nos dedicamos a estruturar uma metodologia de gestão compartilhada, em que os organizamos dentro de 6 programas norteadores.

Essa visão, somada à integração das equipes de Comunicação, Inteligência Estratégica, Políticas Públicas e Relacionamentos Institucionais, facilita a entrega de iniciativas de impacto para a sociedade.

O que são:

Programas

Eixos de atuação estratégicos para o
cumprimento da visão e da missão de erradicar a
fome e promover a segurança alimentar no Brasil

Projetos

Ações que traduzem em termos práticos a
atuação do Pacto Contra a Fome e geram
impacto mensurável

CONHEÇA OS PROGRAMAS

Ferramentas de Gestão de Políticas Públicas

Objetivo: Melhorar a efetividade e a eficiência das políticas públicas de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) por meio de ferramentas de gestão em escala.

Projetos

Tem o objetivo de fortalecer políticas públicas estaduais de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), apoiando a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) por meio de articulação institucional e apoio técnico, e contribuindo para a estruturação da gestão e a consolidação de um sistema mais robusto e efetivo nos estados.

No Maranhão, apresentamos a proposta à Secretaria do Desenvolvimento Social (SEDES-MA); no Pará, à Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (SEASTER-PA). Tal atuação culminou na assinatura de Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) — um marco relevante, dado o ineditismo de formalizações diretas com chefes do Executivo estadual no campo do terceiro setor.

De março a julho de 2024, realizamos um diagnóstico técnico do SISAN em parceria com a Falconi Consultoria nos dois estados. O estudo apontou desafios, oportunidades e recomendações de prioridades para os governos e, com base no diagnóstico, avançamos no desenho das estratégias. No Pará, o estudo embasou a política Pará Sem Fome e o novo Plano Estadual de SAN (2025–2028). No Maranhão, fomos convidados a atuar como parceiros consultivos na pesquisa de insegurança alimentar e na formulação da Política de Primeira Infância. Além disso, o cálculo de vulnerabilidade que desenvolvemos passou a orientar a adesão dos municípios ao SISAN.

MARANHÃO
91 municípios já aderiram ao SISAN
Crescimento de 15% em 7 meses

PARÁ
65 municípios já aderiram ao SISAN
Crescimento de 282% em 7 meses

Projeto que atua em duas frentes: apoio técnico ao governo via dados e evidências e impulsionamento do ecossistema local de combate à fome. Neste caso, engajamos setor privado, setor público, sociedade civil, imprensa e academia para erradicar a fome no estado, compromisso que foi formalizado com a assinatura do ACT entre o Pacto Contra a Fome e o governo do Ceará — um passo estratégico para a implementação de ações estruturantes voltadas à melhoria da efetividade das políticas públicas.

Em parceria com o Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), desenvolvemos um estudo sobre os municípios em maior situação de insegurança alimentar e nutricional. O resultado foi apresentado ao Consea, à vice-governadora, ao Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Estado do Ceará (IPECE), à Secretaria de Proteção Social (SPS) e 30 lideranças multissetoriais, fomentando o diálogo entre os setores público, privado, sociedade civil e academia.

Em dezembro de 2024, participamos do primeiro encontro dos pactuantes do Pacto por um Ceará Sem Fome, o que nos posicionou como aliados no engajamento multisetorial do ecossistema cearense.

Eficiência na Redução da
Perda e Desperdício de Alimentos

Objetivo: Aumentar a eficiência da cadeia produtiva alimentar, reduzindo tanto as perdas e os desperdícios, quanto os seus efeitos colaterais no que diz respeito ao acesso a alimentos saudáveis e ao impacto ambiental, e melhorar a eficiência alocativa das perdas e desperdícios de alimentos de modo que isso seja uma alavanca de alívio da fome.

Projetos

O projeto se propõe a auxiliar na criação de uma política nacional de redistribuição de alimentos. Com isso, buscamos aumentar a eficiência do sistema de redistribuição de excedentes alimentares e, consequentemente, reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) provenientes das Perdas e Desperdícios Alimentares (PDAs).

Ao longo de 2024, avançamos com a definição de propostas e com a análise do cenário legal, possibilitando o desenvolvimento de uma estratégia alinhada ao contexto político.

Por meio de uma plataforma de operações unificada, de abrangência nacional, o projeto pretende otimizar e expandir processos de doação, iniciando pela outorga de selos de reconhecimento que garantem transparência e engajamento entre parceiros. Com foco inicial no varejo, CEASAs e facilitadores de doações, o projeto buscará impulsionar o volume de excedentes doados, fortalecer a logística, reduzir perdas e mitigar emissões de GEE, entregando uma visão integrada de dados dos diversos atores envolvidos.

Lançamos uma campanha nacional de conscientização sobre os impactos do desperdício de alimentos. Dividida em fases e direcionada a diferentes públicos, a iniciativa estimulou práticas mais sustentáveis ao longo de toda a cadeia alimentar — dos produtores e empresas do varejo aos consumidores —, buscando sensibilizar, informar e mobilizar a sociedade para uma mudança de comportamento.

NAS REDES SOCIAIS
+ de 1,5 milhão de perfis impactados pela campanha
55 influenciadores engajaram com a campanha, e gerando mais de 32 mil interações

NA MÍDIA
89 publicações sobre a campanha
na imprensa nacional e regional
20 milhões de pessoas impactadas

O projeto busca implantar, modernizar e fortalecer estratégias de redistribuição de alimentos nas Centrais de Abastecimento (CEASAs), por meio de Bancos de Alimentos, com foco na redução de perdas e desperdícios e na promoção da segurança alimentar e nutricional para populações em situação de vulnerabilidade. Para alcançar tal objetivo, identificamos e sistematizamos as melhores práticas realizadas por Ceasas do Brasil e desenvolvemos modelos replicáveis para implementação nas centrais do país.

Transição de Sistemas Alimentares

Objetivo: Viabilizar um sistema alimentar cujo ciclo de produção, armazenamento, transporte e consumo melhore a oferta e a demanda de alimentos saudáveis e sustentáveis.

Projetos

O projeto contribuiu com a construção de diretrizes que nortearam a composição da nova Cesta Básica Nacional. O relacionamento com o Congresso Nacional foi desenvolvido pela nossa equipe ao longo do ano, proporcionando uma base sólida de apoio para avançar no processo, sendo a articulação política um aspecto crucial para o sucesso do projeto.

+ 50 parlamentares articulados para garantir apoio à proposta de uma Cesta Básica mais saudável
4 audiências públicas
Participamos como especialistas nos debates sobre alimentação e tributação sobre alimentos
9 emendas protocoladas
Contribuímos formalmente na formulação do texto da Reforma Tributária com foco em segurança alimentar

Esse projeto prevê o impulsionamento da compra direta da agricultura familiar pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) do Governo Federal. Em 2024, estivemos na fase de diagnóstico, ouvindo os atores chaves do Ceará no tema.

Inclusão Socioeconômica

Objetivo: Atuar com o setor público, privado e terceiro setor para aumentar o acesso às políticas de seguridade social, direitos básicos, trabalho, empreendedorismo, renda digna e autonomia, possibilitando as condições adequadas para o alcance da segurança alimentar plena.

Projetos

Apesar da atuação em territórios diferentes, os projetos compartilham o objetivo de integrar pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica ao mercado de trabalho ou a atividades produtivas. Após um trabalho de diagnóstico da insegurança alimentar no Brasil e da análise de alternativas de inclusão produtiva, elaboramos um relatório com diretrizes e estratégias para guiar as nossas ações, destacando a importância de parcerias entre os setores público, privado e social para alcançarmos esse objetivo.

Projetos Transversais

Objetivo: Atender indicadores, objetivos e hipóteses de dois ou mais programas simultaneamente, com projetos que são estruturados para direcionar diversas agendas da erradicação da fome, garantia da segurança alimentar, redução do desperdício e redistribuição de alimentos.

Projetos

O projeto tem como objetivo reconhecer, dar visibilidade e premiar seis iniciativas focadas na promoção da segurança alimentar e na redução do desperdício de alimentos. Realizado em cooperação com a Organização das Nações Unidas Para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o Programa Alimentar Mundial (WFP) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Prêmio entrega aos vencedores o valor de R$ 100 mil e um troféu desenvolvido pelo renomado artista plástico Vik Muniz, além de apoiar as organizações vencedoras com mentorias e assessoria jurídica.

Ferramenta de fortalecimento do ecossistema de combate à fome e ao desperdício de alimentos por meio do mapeamento e da conexão entre os diferentes atores que o compõem. Ao identificar e catalogar as organizações e suas iniciativas, buscamos apoiá-las com ferramentas, recursos e conteúdos, além de promover a colaboração entre elas. 

A fim de engajar os(as) candidatos(as) às prefeituras na agenda de combate à fome e de redução do desperdício de alimentos, o projeto oferece recomendações de propostas aderentes ao impacto que nós, do Pacto Contra a Fome, queremos gerar.

Em parceria com Ação da Cidadania, Connecting Food, ONG Banco de Alimentos, Gastromotiva, FOLU e WRI, realizamos uma ampla pesquisa colaborativa para subsidiar a elaboração da Agenda para o Combate à Fome, Perda e Desperdício de Alimentos nos Municípios. Em paralelo, lançamos a campanha “Seu Voto Alimenta” nas redes sociais para conscientizar a população sobre a importância do voto nas eleições municipais para garantia do direito à alimentação.

Encerramos o ciclo de mobilização inicial com a adesão de 13 candidatos(as) aos cargos de prefeito(a) e vereador(a) de diferentes municípios do país. Esse processo será continuado a fim de ampliar o número de signatários comprometidos com a agenda, fortalecendo o engajamento político local e garantindo que o combate à fome, à perda e ao desperdício de alimentos esteja presente nos planos de governo e nas ações parlamentares.

Canditatos(as) assinantes:

Cláudia Visoni, do PV, então candidata a vereadora em São Paulo (SP).
Guilherme Boulos, do PSOL, então candidato à Prefeitura de São Paulo (SP).
Jean Ferreira, do PT, então candidato a vereador em Campo Grande (MS).
Luiza Ribeiro, do PT, então candidata a vereadora em Campo Grande (MS).
Mônica Medrado, do PSOL, então candidata à Vice-Prefeitura de Teresópolis (RJ).
Tabata Amaral, do PSB, então candidata à Prefeitura de São Paulo (SP).
Vitorio Cesar, do PV, então candidato a vereador em Peruíbe (SP).

Criada pelo Pacto Contra a Fome em parceria com outras 18 organizações, a Agenda Legislativa Da Política ao Prato reúne propostas para fortalecer as políticas públicas brasileiras de segurança alimentar e de redução do desperdício de alimentos, com foco em promover mudanças estruturais e duradouras no país. A iniciativa busca qualificar o debate público, orientar a atuação institucional e ampliar o engajamento da sociedade civil em torno desses objetivos.

A Agenda é resultado de uma análise ampla do cenário legislativo nacional, com a identificação de projetos considerados estratégicos para o enfrentamento da fome e do desperdício de alimentos. O Pacto Contra a Fome atua na articulação, no apoio técnico e na mobilização de diferentes atores para contribuir com o avanço dessas pautas no Congresso Nacional.

Projetos Especiais

Objetivo: Projetos que atendem a finalidades estratégicas ou necessidades específicas do ecossistema e que exigem abordagens diferenciadas.

Projetos

Projeto de apoio à recuperação da agricultura familiar no contexto da calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul, causada pelas chuvas que atingiram a região em 2024. Por meio de uma oferta pública de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor de R$ 10 milhões, pode-se restaurar a capacidade produtiva de aproximadamente 1.000 famílias camponesas vinculadas ao Movimento do Pequeno Agricultor (MPA), viabilizando a reconstrução das áreas de plantio e pasto, e a reposição de maquinário, insumos e produtos agrícolas perdidos nas enchentes.

Todas as propriedades contempladas possuem até 50 hectares e, no máximo, quatro módulos rurais. Com duração prevista de 10 anos, o projeto fortalece a transição dos sistemas alimentares e reafirma o nosso papel como mobilizadores de recursos em resposta a uma das maiores tragédias socioambientais do Brasil.

Administrado pelo Instituto Capim Santo, a iniciativa Quebrada Alimentada teve o nosso apoio ao longo da construção de sua cozinha comunitária e continuamos apoiando e acompanhando suas ações. Seu objetivo é combater a fome e promover segurança alimentar na comunidade Jardim Julieta, em São Paulo, por meio da distribuição diária de 500 refeições saudáveis e gratuitas.

Além de garantir o acesso imediato a alimentos nutritivos, a Quebrada Alimentada impulsiona o desenvolvimento sustentável da comunidade ao oferecer capacitação em gastronomia e empreendedorismo para os(as) moradores(as), fomentando a geração de renda e a inclusão produtiva. A iniciativa também fortalece políticas de segurança alimentar e a transição dos sistemas alimentares ao assegurar a oferta de refeições alinhadas ao Guia Alimentar para a População Brasileira, incentivar o aproveitamento integral dos alimentos, combater o desperdício e monitorar impactos.

PANORAMA DOS PROGRAMAS

Distribuição por
visão programática

Presença dos projetos
do Pacto no Brasil

CONHEÇA ESSE IMPACTO NA PRÁTICA

No Relatório de Programas e Projetos de 2024, apresentamos as ações desenvolvidas em detalhes, destacando os avanços conquistados, os desafios enfrentados e as lições aprendidas.

Mais do que números, o documento reflete nosso compromisso contínuo com a transformação social, evidenciando como a mobilização coletiva e estratégias bem estruturadas podem gerar impacto real.

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