Inflação em queda não garante alimentação saudável

Confira o que aprendemos analisando os preços dos alimentos mensalmente em 2025

Por meio do Boletim da Inflação dos Alimentos, o Pacto Contra a Fome acompanhou mensalmente a evolução dos preços dos alimentos no Brasil em 2025 com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisou seus impactos sobre o acesso à alimentação adequada e saudável.

A última edição de 2025 revela que os alimentos voltaram a contribuir para a estabilidade dos preços ao consumidor. Entretanto, esse resultado esconde o fato de que os alimentos seguraram o índice sem necessariamente aliviar o bolso das famílias.

Para qualificar essa análise, o boletim dialogou com a Cesta NEBIN (Cesta Básica de Alimentos Brasileira), indicador desenvolvido pelo Núcleo de Epidemiologia e Biologia da Nutrição (NEBIN) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sob coordenação do professor Eliseu Verly Junior, que estima o custo de uma alimentação saudável no país, em todas as edições.

O comparativo com esse elemento mostra que, ao final de 2025, uma família de quatro pessoas precisaria comprometer mais de um salário mínimo apenas com alimentação, e segundo os dados de rendimento domiciliar per capita no país em 2024, essa cesta de alimentos ideal era inalcançável para mais de 60% da população brasileira.  

No material completo, você confere mais informações detalhadas sobre esse panorama, nossos aprendizados durante o monitoramento mensal dos preços e quais ações são necessárias para que as famílias brasileiras passem a realmente ter acesso garantido à alimentação adequada.

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