Celebrando iniciativas que reduzem a fome e o desperdício, fortalecem o direito à alimentação e transformam o Brasil em um país mais justo e sustentável.
O Prêmio Pacto Contra a Fome reconhece iniciativas que transformam o combate à fome, às perdas e ao desperdício de alimentos em soluções reais para o Brasil. A terceira edição destacou experiências inspiradoras que promovem a segurança alimentar e nutricional em todo o país.
Liderado por mulheres quilombolas, o projeto valoriza a culinária tradicional afro-brasileira como instrumento de autonomia e segurança alimentar. Em Morro do Chapéu (BA), promove a produção e distribuição de refeições, a venda de alimentos típicos e formações em educação alimentar. Fortalece a economia solidária, o protagonismo feminino negro e o resgate de saberes ancestrais, garantindo nutrição, renda e pertencimento para as comunidades quilombolas do sertão baiano.
O projeto forma moradores de comunidades periféricas de todo o Brasil para atuarem como multiplicadores de práticas de alimentação saudável, educação popular e mobilização comunitária. A partir da criação e gestão de cozinhas populares, os agentes populares promovem segurança alimentar, fortalecem redes locais de solidariedade e enfrentam a fome de forma coletiva, gerando organização, aprendizado e protagonismo nos territórios mais vulneráveis.
Fundado pelo chef Edson Leite e pela psicóloga Adélia Rodrigues, o Gastronomia Periférica é uma escola social de gastronomia que forma moradores das periferias em segurança alimentar, sustentabilidade e aproveitamento total dos alimentos. A iniciativa promove inclusão social, geração de renda e combate ao desperdício por meio de cursos, restaurante escola e eventos comunitários. Em mais de uma década, já impactou milhares de pessoas, em sua maioria mulheres e pessoas negras, e se consolidou como referência nacional em gastronomia social e protagonismo periférico.
Criado por Angélica Nobre, o projeto atua na comunidade do Alto Santa Isabel, em Recife, promovendo a culinária sustentável e o aproveitamento integral dos alimentos. Por meio de oficinas práticas, capacita mulheres em situação de vulnerabilidade, estimulando o empreendedorismo, a autonomia econômica e o consumo consciente. A iniciativa transforma o que seria descartado em alimento, renda e oportunidade, contribuindo para reduzir o desperdício de alimentos e fortalecer a segurança alimentar no território.
Criado em Vera Cruz e em expansão para Salvador, o Ajeum transforma alimentos que seriam descartados em segurança alimentar, renda e pertencimento. Em parceria com mercados e instituições, redistribui doações a famílias e terreiros, utiliza a Moeda Bantu para estimular a participação comunitária e promove o beneficiamento dos alimentos pelo grupo Mulheres Candaces. O que não é aproveitado segue para compostagem e retorna às hortas comunitárias, fechando um ciclo sustentável que une cultura afro-brasileira, educação e combate à fome.
O projeto une cultura, ancestralidade e sustentabilidade no enfrentamento à fome e ao desperdício de alimentos em comunidades tradicionais de matriz africana no Rio de Janeiro. Inspirado na cosmovisão dos terreiros, promove oficinas de aproveitamento integral de alimentos, o Festival e o Concurso Alimento de Axé, além da atuação da Cozinha Solidária Ayó. As ações fortalecem a segurança alimentar, combatem o racismo alimentar e reafirmam o alimento como elemento sagrado, de identidade e resistência.
O Prêmio Pacto Contra a Fome tem como objetivo reconhecer, dar visibilidade e premiar iniciativas do terceiro setor que atuam na redução da fome, das perdas e do desperdício de alimentos, fortalecendo a segurança alimentar e nutricional nos territórios onde operam.
É realizado em cooperação com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).