O Pacto Contra a Fome segue acompanhando de perto a inflação de alimentos no Brasil, um indicador essencial para entender o impacto dos preços sobre o cotidiano das famílias. Em outubro, a inflação geral medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi de 0,09%, mostrando desaceleração frente a setembro (0,48%).
No grupo de Alimentos e Bebidas, os preços se mantiveram praticamente estáveis, com uma variação de apenas 0,01%, o menor resultado para meses de outubro desde 2017.
Principais destaques de outubro
- A inflação de alimentos e bebidas estabilizou após quatro meses consecutivos de queda.
- Alimentos in natura caíram 0,22% e acumulam alta de 4,5% em 12 meses.
- Ultraprocessados aumentaram 0,09%, com alta de 6,8% em 12 meses.
- O custo da Cesta NEBIN ficou abaixo de R$ 400 pela primeira vez desde dezembro de 2023.
Inflação e desigualdade: efeitos por faixa de renda
O INPC, que mede a inflação para famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, subiu 0,03% em outubro — mais que o IPCA (0,01%). Essa diferença mostra que a alta dos preços impacta mais fortemente as famílias de menor renda, já que o peso dos alimentos em seus orçamentos é proporcionalmente maior.
Cesta Nebin: alimentação saudável mais acessível
A Cesta Nebin, elaborada por pesquisadores da Uerj, USP e Unifesp, reúne alimentos in natura e minimamente processados com baixo impacto ambiental. Em outubro, o custo mensal da cesta caiu de R$ 402 para R$ 398 por pessoa, o menor valor desde dezembro de 2023.
Apesar da queda, para uma família de três pessoas, o custo mensal ainda chega a R$ 1.194, o que mantém o acesso à alimentação saudável como um desafio.
Os alimentos ultraprocessados continuam liderando as altas, com inflação de 6,8% em 12 meses — o dobro dos in natura (4,5%). Essa tendência reforça o custo crescente da alimentação saudável no Brasil.
O Pacto Contra a Fome segue comprometido em monitorar esses indicadores e propor caminhos que garantam uma alimentação justa, acessível e sustentável para todos os brasileiros.